Um quadro é feito para enfeitar uma parede.



No fim de semana passado, durante uma conversa sem o menor compromisso, surgiu um assunto um tanto polêmico.


Falávamos sobre arte, realidade do mercado e coisas assim. Num dado momento aquecido da discussão, fiz a seguinte pergunta:


- Para que serve um quadro?


Após ouvir algumas tentativas mais ou menos mirabolantes de respostas mais amplas e politicamente corretas, eu revelei qual seria a minha resposta:


- Na "minha opinião" um quadro, antes de mais nada, é feito para enfeitar uma parede.


Prefiro não descrever a fúria e a indignação com que minha afirmação foi recebida.


Na verdade, por mais grosseiro que pareça ser meu ponto de vista, a história mostra que que ele é mais ou menos verdadeiro.


Historicamente, artistas sempre foram contratados para produzir arte, para enfeitar paredes das igrejas, palácios ou as casas dos mais abastados. O poder econômico contratante era representado pela realeza ou a igreja nos séculos passados, ou patrocinadores ou leis de incentivo nos dias de hoje.


No caso mais específico da música, a coisa acontece exatamente da mesma forma. A música era e é sustentada pelo poder econômico.


Uma vez recebi um email de alguém que eu nem conhecia, mencionando uma frase supostamente proferida por Bill Gates que me chamou muito a atenção. A frase dizia o seguinte: